sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Série "Os Recicladores"

Esse é meu mais novo trabalho, retratar em tela os catadores de materiais reciclados. Este trabalho começa fotografando os chamados: "Gaioteiros", essa é um trabalho muito especial, pois estou conhecendo pessoas maravilhosas que trabalham dia e noite empurrando uma gaiota.

 
Obra: "Série Recicladores 1", técnica: óleo sobre papel A3

 
Obra: "Série Recicladores 2", técnica: óleo sobre papel A3

Fotografias da Artista produzindo.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

   Trabalhos de Patrícia Silva de Oliveira

 
Obra: "A Violinista", técnica: óleo sobre papel A3 

 
Obra; "Pé D'água", técnica: óleo sobre papel A3
 
 
Obra: "A Negra", técnica: monotipia sobre papel, dimensão: 21cm x 29 cm.

 
Obra: "A Beleza Negra", técnica: monotipia sobre papel, dimensão: 21 cm x 29 cm.
 
Obra: "A Árvore", técnica: aquarela sobre papel A3 
 
 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

   Arte Cemiterial


Fotografias de Patrícia Silva de Oliveira tiradas no Cemitério Municipal de Ponta Grossa.














domingo, 22 de dezembro de 2013

    Obra: "Lembranças da Infância"


A Artista Patrícia S. Oliveira participou da Exposição coletiva: "Do porão ao sótão", realizada em 2011 no Sesc de Ponta Grossa-PR, com a obra: "Lembranças da Infância", técnica: óleo sobre tela; Dimensão: 40 cm x 60cm.


                                                               
 
 
 



 

   Fotografias do Bairro Nova América/ Nova Iguaçu-RJ
                                                               

                                               Fotografias de Patrícia Silva de Oliveira    

                                                                                   







              
   

 9°Salão Popular de Artes Visuais de Castro


A Artista Patrícia Silva de Oliveira participou do 9°Salão Popular de Artes visuais de Castro, o Salão foi realizado no período de 05 a 29 de setembro de 2013, na Casa da Praça, em Castro-PR. A Artista participou com a obra "Metamorfose".
                                         

                                                                     
Obra; Metamorfose, Técnica: óleo sobre tela
Dimensão:93cm x 71 cm
Autora: Patrícia S. Oliveira
 

 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

  Exposição "Isso não é uma Bienal, mas é Conceitual"

No dia 28/11/2013 a Artista Plástica Patrícia Silva de Oliveira junto com a Artista Plástica Flávia Kikuchi Machado participaram dessa exposição coletiva com o objeto conceitual "A Língua". A Exposição aconteceu na Central de Salas da Universidade Estadual de Ponta Grossa. A obra é formada por duas serras de tamanhos diferentes com uma tela de arame em seu interior. A serra representa a língua.
A Língua
                                                                                                 
A língua que lisonjeia, que fala enganosamente

Que maltrata, fere, despedaça

Que rasga sem piedade e destrói o que é belo.

Língua pequena, curta, um dos pequenos órgãos do corpo

Mas quando usada para o mal não conseguimos medir o rastro de destruição.

A poesia viaja na emoção, no coração que despedaça por

palavras que o faz sofrer, seja jovem, adulto ou idoso,

 todos podem sofrer pela palavra dita sem pensar, joga-se um saco de penas de cima de um penhasco ao vento e depois tente reunir novamente essas penas.

Essas são as palavras disparadas pela língua como um revolver, letais

Com a rapidez de uma bala alcança o coração.

As também pode proferir palavras amigas, verdadeiras, depende apenas do orador.

 
Normalmente colocaríamos o objeto na frente do conhecimento, mas aprendemos que o objeto apesar de importante, vem depois do conhecimento, das ideias. Nosso objeto é a serra, mas nossa ideia é que esse objeto represente a língua. Assim como a serra corta madeira, plástico e metais duros a língua também, ela destrói, corta, fere, despedaça, tritura todos os corações que são alvos dessa língua destruidora.
           De acordo com Bachelard “a ciência é um produto do espírito humano, produto conforme as leis do nosso pensamento adaptado ao mundo exterior” (COLEÇÃO OS PENSADORES- EDITORA ABRIL,p.103) em nossa poética da língua estamos adaptando nosso pensamento sobre a língua ao objeto que é a serra, tentando provar que nosso pensamento sai do comum para o científico. Esse autor ainda diz que  o mesmo se deverá dizer de todas as formas novas  do pensamento científico que extemporaneamente vem projetar uma luz que dissipa as obscuridades do pensamento incompleto. Estamos dando uma nova luz, um novo pensamento e utilidade para a o objeto “serra” que para nós é um órgão do corpo.
           Lúcia Santaella (1993) diz que “para conhecer e se conhecer o homem se faz signo e só interpreta esses signos traduzindo-os em outros signos. O significado de um pensamento ou signo é um outro pensamento.”
            (...) “Eis aí, num mesmo nó, aquilo que funda a miséria e a grandeza de nossa condição como seres simbólicos. Somos no mundo, estamos no mundo, mas nosso acesso sensível ao mundo é sempre como que vedado por uma crosta sígnica que, embora nos forneça os meios de compreender, transformar, programar o mundo, ao mesmo tempo usurpa de nós uma existência direta, imediata, palpável, corpo a corpo e sensual com o sensível” (SANTAELLA 1993).
           "Muitos caíram pelo fio da espada, porém mais foram os que caíram por causa da língua" (Eclesiástico 28,18). Precisamos nos policiar pois para se tornar uma pessoa que usa a palavra de forma destrutiva é muito fácil, é preciso pensar antes de falar, ter sentimentos de empatia, não falar nada sem fundamentos e tendo o cuidado para não magoar.
            A língua tem poder para curar ou destruir, a escolha é nossa. Que possamos viver para abençoar a vida dos outros, e, não o contrário.
 
 
REFERÊNCIAS
SANTAELLA, Lúcia. O que é semiótica. 1°.ed.São Paulo, Brasiliense, 1993. (coleção primeiros passos; 103).
FREIRE, Cristina, Arte conceitual, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2006.
CIVITA, Victor, Bachelard- Coleção Os Pensadores, São Paulo, Editora Abril, 1978.

 Obra: "As Meninas"
Patrícia Silva de Oliveira nasceu em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, em 18/04/1974. Casada com Altair de Oliveira Junior, o casal teve quatro Filhas ( Larissa, Sariah, Alice e Letícia).
            Ela considera o divisor de águas em sua vida o período antes e depois de ingressar na Universidade Estadual de Ponta Grossa. A Artista pinta desde 2002, mas, na época sem embasamento do que realmente era Arte.
             Ela se interessou pela pintura quando sua sogra entrou em uma aula de pintura em tecido, mas como na época seus recursos eram poucos, ela decidiu comprar todo o material para a aula e só depois faria a aula. Bem ela se viu com todo o material e com uma revista de pintura em tecido e decidiu seguir os passos da revista. Começou pintando uns pêssegos, os primeiros ficaram horríveis, só no nono ficou com aparência aceitável, a partir daí não parou mais de pintar.
                Logo decidiu pintar um tecido para emoldura-lo, pintou uma imagem de Jesus Cristo, o resultado ficou bom, com o tempo as encomendas foram chegando, mas ela não conseguia dar naturalidade ao seu trabalho, ficava parecendo pinturas infantis, decidiu então entrar na aula de pintura em tela. Comprou o material e foi fazer a aula, chegando lá, mostrou a professora as suas pinturas e disse o que queria alcançar com as aulas, a professora a informou que o que ela queria é ser retratista, mas, que talvez ela não poderia ajudar, pois ela pintava paisagem, mas que tentaria ajudar.
                Realmente a pintura ficou horrível, mas para tirar a má impressão da tinta à óleo resolveu fazer uma aula de paisagem, ficou muito bom. Logo Patrícia S Oliveira teve que parar de fazer as aulas de pintura, pois como na época ela tinha três crianças e seu Marido, que ficava com as crianças para ela fazer as aulas, não iria poder ficar com as crianças, como ele era Representante Comercial precisava viajar com mais frequência, por isso teve que parar. Em casa, começou a pintar sem ajuda de professores, com muito esforço atingiu um nível avançado na técnica da pintura, mas ela fazia reproduções, pois não sabia que arte é criação.
               Em 2011 entrou na Universidade Estadual de Ponta Grossa, e foi aí que começou a aprender que o que fazia não passava de cópias, não era arte. Atualmente passou para o quarto e último ano de Artes Visuais.
              Reprodução não é arte, releitura sim. Mas o que é a releitura? Como o nome diz é reler novamente uma obra; tem pessoas que se apropriam de uma obra, modificam algum elemento e diz que é releitura, isso não passa de meras cópias.
              Releitura é você estudar sobre a obra e o autor escolhidos, formar a sua poética em cima de alguma ideia do autor e dar as suas características a nova obra, não precisa estar explícito na nova obra que é uma releitura, a menos que o artista deseje isso. Existem diversas possibilidades de materiais para empregar na releitura: colagem, pintura, escultura, fotografia, desenho, arte digital, e muito mais.
              A Autora e Artista experimentou reler a obra: “As Meninas” de Velazquez. Em sua obra usou as suas filhas para compor a obra. As Meninas de Velazquez são comportadas, as suas meninas refletem a geração em que vivem, que os pais muitas vezes se desesperam ao criar os filhos em um mundo tão feroz como os de hoje, apesar das filhas da Autora serem obedientes, mas são meninas da atualidade, brigam entre elas, disputam as coisas que querem e como são quatro, quase enlouquecem a mãe, são o avesso das Meninas de Velazquez.


Esta obra participou do 5° Salão de Inverno de Artes Visuais da Cidade de Ponta Grossa-PR em 2013.



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Premio IBEMA de Gravura  com a Xilogravura: "Africana"
Usei para formar a poética as experiências pessoais vividas em minha própria família. A minha Avó materna é mulata, e quando jovem sofreu preconceito por isso. Minha avó, Maria Amélia Domingues da Silva nasceu em 14/04/1932 na Cidade de Campos dos Goitacazes no Rio de Janeiro, casou em 04/12/53 com meu avô Joaquim Ferreira da Silva na mesma Cidade.
Na época do casamento dos meus avós, a família do meu avô não aceitou o casamento, nesse período meu avô trabalhava na Marinha como civil, no Rio de Janeiro, e para castiga-lo a sua família que conhecia pessoas influentes conseguiu que ele fosse demitido da Marinha. Quando minha mãe (Terezinha de Jesus Ferreira da nasceu Silva) nasceu, em 04/10/1934 no bairro de Cascadura no Rio de Janeiro, os pais de meu avô disseram que não iriam conhecer a filha daquela “macaca”, ouve um grande distanciamento, minha mãe e meus tios não tiveram contato com seus avós paternos. Em minha infância tive muito contato com meus bisavós maternos, mas nunca conheci meus bisavós paternos.
        Minha avó não era uma pessoa de deixar-se abater pelos problemas, ela contava essa experiência com muito humor, sempre teve orgulho de ser o que era, e, nós a admirávamos por isso, ela foi de uma época em que as mulheres não precisavam avançar nos estudos, concluiu apenas o primário, ela e meu avô sempre nos incentivaram a estudar. 
Hoje  ela se encontra fraca fisicamente, perdeu a visão, mas continua firme apoiando seus filhos, netos e bisnetos.
 


: Fotografia de Maria Amélia e Joaquim, essa foto foi tirada em 1997, um ano antes da morte de Joaquim Ferreira da Silva, as crianças da foto é uma bisneta e um neto.

Esse ano, me inscrevi no 3° Prêmio IBEMA de Gravura com a xilogravura "Africana" em homenagem a minha avó Amélia, e minha gravura foi selecionada para receber uma Menção Honrosa.
Tema: Africana, Técnica: Xilogravura, Artista: Patrícia S. Oliveira 
 
 
A premiação aconteceu no dia 21 de Outubro de 2013 na ABRIGRAF-PR. O júri do 3º Prêmio Ibema Gravura composto pela artista plástica e especialista em gravura Uiara Bartira, de Curitiba, o professor especialista em artes gráficas Sérgio Rossi, de São Paulo, e o professor especialista em design Fabio Mestriner, também de São Paulo, esteve na capital paranaense no início de setembro para escolher os vencedores da edição 2013.
 Entre as 161 obras inscritas, o júri selecionou 20, das quais 10 receberam prêmios e 10 menções honrosas. As 20 escolhidas participara  do catálogo oficial do 3º Prêmio Ibema Gravura. Baseados em requisitos estabelecidos no regulamento e alinhados com as normas internacionais da gravura, os critérios do júri levaram em conta a contemporaneidade de linguagem e a expressividade artística de cada obra.